Céu limpo...
Mar azul...
O preto ancorado
Reflecte o branco brilhante.
Navegando parado
Um marinheiro solitário
Contempla as visões
De uma lenda
Pensando no futuro
E na próxima visita.
E olhando ao longe
Para o horizonte
A Montanha com o cume
Revestido de branco
Impõe as regras
Da viagem.
Noite clara...
Céu estrelado...
A Estrela Polar
Traça o rumo a Norte.
O anfiteatro iluminado
Vai ficando para trás
Lançando um olhar
De simples despedida.
A Lua Cheia lembra
As imensas voltas
Que o marinheiro dá
Durante toda a vida
Imaginando como será
O outro ladoDo Mundo.
Mas o leme preso
Pode sempre dar a volta
De regresso
Ao cantinho hospitaleiro
Para cumprir a promessa
Que fica sempre na memória
De voltar um dia
Para acrescentar outra data
E continuar
Com a tradição.
Publicado a 10/05/03 no Jornal Correio da Horta
Para quê continuar agarrado ao passado com normas e regras que aprendemos na escola e depois não damos uso? Para quê dar ouvido a certos pseudo-intelectuais armados em pseudo-críticos literários? Aqui reina o caos da forma escrita... Escrita em poesia sem regras...
sexta-feira, 27 de março de 2009
No Cimo do Pico
Aqui estou eu
Mais uma vez
No alto de Portugal
Neste cume da Montanha
Cheio de neve
E silêncio.
Sol e frio
Num lindo contraste
Que ilustra bem
O meu coração.
À minha volta vejo
Todo o Grupo Central
Rasgando o lençol azul
Criado pelo mar.
Olho em frente procurando
O meu porto de abrigo
Cada vez mais atormentado
Pelo mundo que criei.
Porque é que a vida
Não é também tão linda
Assim como é estar
No cimo do Pico?
Publicado a 03/05/03 no Jornal Correio da Horta
Mais uma vez
No alto de Portugal
Neste cume da Montanha
Cheio de neve
E silêncio.
Sol e frio
Num lindo contraste
Que ilustra bem
O meu coração.
À minha volta vejo
Todo o Grupo Central
Rasgando o lençol azul
Criado pelo mar.
Olho em frente procurando
O meu porto de abrigo
Cada vez mais atormentado
Pelo mundo que criei.
Porque é que a vida
Não é também tão linda
Assim como é estar
No cimo do Pico?
Publicado a 03/05/03 no Jornal Correio da Horta
Andorinha
Vieste ao sabor
De uma brisa marinha
Fugindo da tempestade
No alto mar
E encontraste
Um porto seguro
Dentro do meu coração.
Partilhámos alegrias e tristezas
E mesmo remando
Contra a maré
Ultrapassámos as adversidades
Da vida.
Tu tens o poder
De voar
E eu tenho o poder
De amparar
As tuas quedas.
Voa por mim
Minha andorinha!
Voa mais alto
E leva-me ao infinito!
Deixa-me voar contigo
E parar
Só quando encontrarmos
O nosso destino.
Publicado a 26/04/03 no Jornal Correio da Horta
De uma brisa marinha
Fugindo da tempestade
No alto mar
E encontraste
Um porto seguro
Dentro do meu coração.
Partilhámos alegrias e tristezas
E mesmo remando
Contra a maré
Ultrapassámos as adversidades
Da vida.
Tu tens o poder
De voar
E eu tenho o poder
De amparar
As tuas quedas.
Voa por mim
Minha andorinha!
Voa mais alto
E leva-me ao infinito!
Deixa-me voar contigo
E parar
Só quando encontrarmos
O nosso destino.
Publicado a 26/04/03 no Jornal Correio da Horta
Coisas Naturais
O pôr do Sol
Avermelhando a montanha...
O som do mar
A bater na muralha...
O branco no alto
A reflectir-se na Lua...
O cantar do cagarro
No silêncio da noite...
O ladrar do cão
Bem ao longe...
O gato fugitivo
Que se esconde na escuridão...
A rapariga sózinha
À procura de alguém...
O rapaz cambaleando
Falando para quem quiser ouvir...
O coração vazio
Sem ninguém para aquecer...
São tudo coisas naturais
Do dia a dia
Que vejo pela janela
Que mostra o mundo
Que tenho à minha volta.
Simples aspectos maravilhosos
Muitas vezes ignorado
Por tudo o que sinto
Dentro de mim.
Queria ter tanto
A tua companhia
Mas estás sempre longe
Sem conseguires marcar
Uma presença forte.
Vem...
E muda a minha vida.
Regressa...
E fica para sempre comigo.
Publicado a 19/04/03 no Jornal Correio da Horta
Avermelhando a montanha...
O som do mar
A bater na muralha...
O branco no alto
A reflectir-se na Lua...
O cantar do cagarro
No silêncio da noite...
O ladrar do cão
Bem ao longe...
O gato fugitivo
Que se esconde na escuridão...
A rapariga sózinha
À procura de alguém...
O rapaz cambaleando
Falando para quem quiser ouvir...
O coração vazio
Sem ninguém para aquecer...
São tudo coisas naturais
Do dia a dia
Que vejo pela janela
Que mostra o mundo
Que tenho à minha volta.
Simples aspectos maravilhosos
Muitas vezes ignorado
Por tudo o que sinto
Dentro de mim.
Queria ter tanto
A tua companhia
Mas estás sempre longe
Sem conseguires marcar
Uma presença forte.
Vem...
E muda a minha vida.
Regressa...
E fica para sempre comigo.
Publicado a 19/04/03 no Jornal Correio da Horta
Homenagem às vendedoras do Pico no Mercado da Horta
Lá vem ela
Atravessando o Canal
Cheia de cestos
Que carrega sozinha.
Levantou-se bem cedinho
Lá do outro lado... da Madalena
E apanhou a boleia
Que a fez descansar um pouco.
Logo que sai do cruzeiro
Vem para o Mercado
Apregoando pelas ruas
Aquilo que tem para vender.
Chega à Praça
E vai para a sua banca
Expondo os produtos
Pela ordem que lhe convém.
Passa a manhã
E passa a tarde
Muitas vezes sem comer!
Para estar sempre a vender.
São 15H00...
O Mercado vai fechar...
Está na hora de arrumar
O que ainda não vendeu
E fazer as contas!
A mais um dia que passou.
Lá vem ela
De volta ao Cais
Fazendo o caminho inverso
Que de manhã percorreu.
Continua a apregoar
Aquilo que ainda não vendeu
Muitas vezes mais barato
Para voltar com os cestos vazios.
Chega ao Cais
E põe os cestos no chão
Pegando na bolsa
Contando o que conseguiu.
Lá vai ela
Atravessando o Canal
Deixando para trás
Um breve adeus.
Está na hora de voltar
Para escolher o que vai trazer
E tratar das encomendas
Que lhe foram pedidas.
Amanhã é mais um dia
E tudo vai voltar a ser igual
Porque ela pertence a uma tradição
Que passa de geração em geração.
Publicado a 15/04/03 no Jornal Correio da Horta como sendo da autoria de Machado Oliveira.
Correcção da autoria a 17/04/03
Atravessando o Canal
Cheia de cestos
Que carrega sozinha.
Levantou-se bem cedinho
Lá do outro lado... da Madalena
E apanhou a boleia
Que a fez descansar um pouco.
Logo que sai do cruzeiro
Vem para o Mercado
Apregoando pelas ruas
Aquilo que tem para vender.
Chega à Praça
E vai para a sua banca
Expondo os produtos
Pela ordem que lhe convém.
Passa a manhã
E passa a tarde
Muitas vezes sem comer!
Para estar sempre a vender.
São 15H00...
O Mercado vai fechar...
Está na hora de arrumar
O que ainda não vendeu
E fazer as contas!
A mais um dia que passou.
Lá vem ela
De volta ao Cais
Fazendo o caminho inverso
Que de manhã percorreu.
Continua a apregoar
Aquilo que ainda não vendeu
Muitas vezes mais barato
Para voltar com os cestos vazios.
Chega ao Cais
E põe os cestos no chão
Pegando na bolsa
Contando o que conseguiu.
Lá vai ela
Atravessando o Canal
Deixando para trás
Um breve adeus.
Está na hora de voltar
Para escolher o que vai trazer
E tratar das encomendas
Que lhe foram pedidas.
Amanhã é mais um dia
E tudo vai voltar a ser igual
Porque ela pertence a uma tradição
Que passa de geração em geração.
Publicado a 15/04/03 no Jornal Correio da Horta como sendo da autoria de Machado Oliveira.
Correcção da autoria a 17/04/03
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